Resumo
Projetar um BESS não envolve apenas escolher uma bateria. Requer a definição de sua aplicação, potência, energia, ponto de conexão, estratégia de operação, segurança, degradação e estudos elétricos associados.
Ponto de partida: a aplicação
O primeiro passo para projetar um BESS é definir para que ele é necessário. Projetar para backup, redução de pico, arbitragem, controle de frequência, integração solar ou conformidade com requisitos de conexão não é a mesma coisa.
A aplicação define potência, duração, reserva de energia, número de ciclos, estratégia de controle e critérios de disponibilidade.
Poder e energia
A potência é medida em kW ou MW. A energia é medida em kWh ou MWh. Caso um projeto precise entregar 5 MW por 2 horas, será necessária uma capacidade energética aproximada de 10 MWh, sem considerar margens, perdas, degradação ou restrições operacionais.
Na prática, o dimensionamento deve considerar:
- Potência máxima de carregamento.
- Potência máxima de descarga.
- Duração necessária.
- Eficiência do sistema.
- Profundidade de descarga permitida.
- Reserva operacional.
- Degradação futura.
- Temperatura ambiente.
- Crescimento de carga.
- Restrições de endpoint.
ponto de conexão
O ponto de conexão determina grande parte do projeto elétrico. Um BESS pode ser conectado a baixa tensão, média tensão, subtransmissão ou transmissão. Dependendo do nível de tensão, são definidos os requisitos de transformadores, células, chaves, proteções, medições, comunicação, aterramento e operador de rede.
Um erro nesta fase pode levar a reprojetos dispendiosos ou atrasos na energização do projeto.
Arquitetura do sistema
Um BESS pode ser centralizado, modular, conteinerizado, instalado em sala elétrica, com inversores distribuídos ou com PCS centralizado. A arquitetura depende do tamanho do projeto, espaço disponível, manutenibilidade, redundância, condições ambientais e estratégia de operação.
Também devem ser consideradas rotas de fiação, acesso, ventilação, ar condicionado, detecção de incêndio, seccionamento e zonas de segurança.
Degradação
As baterias perdem capacidade com o tempo. A degradação depende da química, temperatura, número de ciclos, profundidade de descarga e estratégia operacional.
Um design sério deve perguntar:
- Quanta capacidade é necessária no início?
- Quanta capacidade é necessária no final da vida útil esperada?
- O superdimensionamento inicial é necessário?
- Haverá substituição ou aumento futuro de módulos?
- Que garantias de desempenho o fornecedor oferece?
Segurança
Um BESS concentra muita energia num espaço compacto. Portanto, a segurança deve ser integrada desde o design. Devem ser consideradas proteções elétricas, monitoramento de temperatura, ventilação, detecção precoce, isolamento, seccionamento, controle de acesso, proteção contra incêndio e protocolos de emergência.
estudos elétricos
Antes de construir ou conectar um BESS, estudos como:
- Fluxo de carga.
- Curto-circuito.
- Coordenação de proteções.
- ArcFlash.
- Harmônicos.
- Estabilidade.
- Aterramento.
- Controle de tensão e potência reativa.
- Avaliação de conformidade do código de rede.
erro comum
Um erro comum é selecionar a capacidade da bateria antes de estudar o problema. Isso pode levar a sistemas superdimensionados, subdimensionados ou difíceis de conectar.
Conclusão
Projetar um BESS requer a integração de critérios elétricos, energéticos, econômicos, operacionais e de segurança. Não se trata apenas de comprar baterias, mas de projetar um sistema que cumpra uma função específica dentro de uma rede real.
Um BESS bem dimensionado é baseado em dados de operação, limites de conexão, estudos elétricos e de segurança; Esta base técnica evita sobredimensionamento, subdimensionamento ou incorporação de riscos desnecessários.
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