Resumo
Em subestações, uma baixa resistência de terra não basta para afirmar que o sistema é seguro. As tensões de passo e toque permitem avaliar o risco real para pessoas durante uma falta.
O que é tensão de passo
É a diferença de potencial que pode aparecer entre os pés de uma pessoa durante uma falta à terra.
Importa em pátios elétricos, cercas, salas, torres e zonas onde circulam correntes de falta relevantes.
O que é tensão de toque
É a diferença de potencial entre uma estrutura tocada por uma pessoa e o ponto onde ela está parada.
Pode aparecer em carcaças, grades, equipamentos, painéis, transformadores ou estruturas conectadas à malha.
Variáveis que influenciam
Corrente de falta, tempo de eliminação, resistividade, geometria da malha, camada superficial, uniões e equipotencialidade mudam o resultado.
Por isso a análise deve ser específica do local e da rede elétrica real.
Medição, cálculo e mitigação
Em alguns casos são calculadas; em outros são medidas ou verificadas em campo conforme o escopo.
As medidas podem incluir melhoria da malha, camada superficial, equipotencialidade, controle de acessos e revisão de proteções.
Perguntas frequentes
Por que não basta medir resistência de terra?
Porque a segurança depende de potenciais de superfície e toque durante uma falta, não apenas de um valor global.
Aplica apenas à alta tensão?
É especialmente relevante em média e alta tensão, subestações e sistemas com correntes de falta elevadas.
A coordenação de proteções influencia?
Sim, o tempo de eliminação afeta a energia e exposição durante a falta.
Pode ser avaliada em uma subestação existente?
Sim, com antecedentes, inspeção, medições e/ou modelagem conforme o escopo.
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